Sendo bem objetivo na resposta a essa pergunta: sim, pode. Porém, a tecnologia só substituirá o trabalho braçal de um contador, nunca substituirá o que ele realmente pode fazer por uma empresa: gerenciar os gastos, garantir sua legalidade perante a lei e planejar de forma efetiva como devem ser as próximas ações para garantir a saúde financeira de uma empresa.

Verdade seja dita, normalmente uma pessoa que escolhe um software de gestão para substituir o trabalho de um profissional faz isso para diminuir custos. Quando falamos de um contador, não há dúvidas de que ele pode ser o parceiro certo para encontrar onde é possível diminuir esses custos.

Dessa forma, é pensar de forma muito simplista acreditar que apenas eliminando uma parceria com um profissional capacitado trará a economia necessária quando pensamos a médio e longo prazo. Porque, na verdade, a melhor forma de lucrar é cercar-se de bons profissionais e isso a tecnologia nunca conseguirá substituir.

O preço de dispensar um bom contador

Desde o início do seu desenvolvimento, a tecnologia veio com um objetivo claro: dar mais tempo para as pessoas poderem exercer atividades intelectuais, diminuindo seu trabalho braçal. Dessa forma, um bom software de gestão financeira pode sim melhorar o fluxo de informações financeiras de uma empresa, mas o tempo livre que um contador capacitado terá pode ser melhor empregado, não dispensado.

Esse profissional tem um conhecimento e capacidade que merecem ser melhor aproveitados. Para isso, é preciso integrar o trabalho dele com as ferramentas necessárias. Quando se dispensa um contador para implantar um sistema de gestão, estamos abandonando toda a experiência que esse profissional já teve com a empresa, deixando de lado suas contribuições e tendo que reiniciar todo o trabalho de inserção de dados e adaptação até que o software funcione prontamente.

Claro que a empresa desenvolvedora do software poderá contribuir, mas, ainda assim, essa contribuição pode ser integrada ao trabalho de um bom profissional, não substituída. Cada vez mais, se percebe que o uso de ferramentas integradas são a chave para um bom desenvolvimento econômico em uma empresa, não o corte superficial de gastos.