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Muitos empresários têm medo do crescimento. É natural. Enquanto a empresa é pequena, ainda é possível controlar todos os aspectos do negócio. À medida que cresce, porém, o empreendedor começa a se distanciar, seja da parte operacional ou financeira. É daí que vem a expressão, “o olho do dono que engorda o gado”.

A expressão não faz sentido quando uma empresa é bem administrada, mas muitos acreditam nela porque veem muitos empresários fracassando porque os negócios apresentam perdas financeiras pela falta de capacidade de gestão.

1. Mau dimensionamento dos custos fixos

O primeiro local em que a empresa perde dinheiro é no mau dimensionamento dos seus custos fixos (ou overhead, em inglês). Custos fixos em demasia significam que a empresa deverá vender muito mais para cobrir custos que, não necessariamente, geram valor.

O inverso também não é desejável: custos fixos baixos demais significam que a empresa perde capacidade de produção e vendas. A regra é simples: recursos devem ser usados somente para a criação de valor para o cliente final, o que retorna à empresa como lucro.

2. Baixa produtividade

Percebe-se isso no mau atendimento em empresas de serviço ou nos elevados custos de produção em empresas manufatureiras. Nem tudo é culpa do Custo Brasil. Os novos empreendedores brasileiros adoram pagar salários baixos e acham que, com isso, estão economizando para o sucesso da empresa. Errado! Estão contratando trabalhadores que produzirão muito aquém do desejável, seja pela baixa qualificação ou falta de incentivos.

3. Falta de gerenciamento de estoque

Por último, os empreendedores têm muita dificuldade em gerenciar de forma eficiente os estoques. Mesmo em grandes empresas isso acontece.

Em uma empresa com faturamento de bilhões de reais, por exemplo, o diretor industrial considerava estoques como forma de investimento – quanto mais estoques, melhor ele poderia atender os clientes. O resultado era uma grande quantidade de capital parado, gerando enormes prejuízos financeiros com um benefício marginal mínimo.

Por Rodrigo Zeidan, especialista em finanças.

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