É difícil pensar em crise econômica como uma coisa positiva. Mas é nos momentos difíceis que surgem grandes ideias. A crise pode gerar oportunidades para quem assume riscos. Você já parou para pensar nas coisas que deixou de fazer no seu negócio ou vida profissional por medo de arriscar? Consegue imaginar o que seria diferente se tivesse tido um pouco mais de coragem e confiança e assumido mais riscos? Já viu esse filme? É uma situação muito mais comum do que pensamos.

Muitas vezes, sabemos o que queremos fazer, mas acabamos não dando o primeiro passo. O motivo maior é a nossa aversão ao risco e o medo da exposição. Deixar as coisas como estão, mesmo quando não é a melhor opção, é certamente a escolha menos assustadora. De fato, os avanços na tecnologia de imagem do cérebro podem verificar que os seres humanos estão programados para a aversão ao risco. Em outras palavras, é muito mais fácil se contentar com o status quo, não falar nada, abaixar a cabeça e aceitar – em vez de fazer mudanças, enfrentar confrontos ou fazer uma reflexão mais corajosa e autêntica.

Quando estamos na dúvida se devemos tomar uma atitude que poderia nos deixar vulnerável a erros ou a algum tipo de perda (da reputação, dinheiro, clientes etc.), temos a tendência de avaliar os riscos de forma muito rigorosa. Acontece o seguinte:

1. Superestimamos a probabilidade de algo dar errado. Focamos muito mais no que pode dar errado do que no que pode dar certo.

2. Exageramos nas consequências – o que poderá acontecer se algo der errado. Temos a tendência de dramatizar e pensar no pior dos casos, em vez de considerar que, no caso de as coisas não estarem progredindo da forma planejada, poderíamos agir rapidamente e mudar o curso da situação.

3. Subestimamos a nossa capacidade de lidar com as consequências do risco. Frequentemente, nos deixamos levar pela insegurança: será que temos o que é necessário para ser bem-sucedido? O resultado é que evitamos encarar novos desafios ou aproveitar oportunidades, por falta de confiança na nossa capacidade de superar os desafios.

4. Subestimamos ou ignoramos o custo de não tomar uma atitude e continuar com o status quo. Nós nos enganamos dizendo “a situação não está tão ruim assim” e achando que talvez cenário melhore por si só. Acabamos procurando desculpas para continuar como estamos, o que só faz com que a situação piore, pois algo que não está funcionando bem dificilmente irá melhorar com o tempo. Sem mudanças, a tendência é piorar.

Essas quatro tendências humanas, quando colocadas juntas, explicam por que tantas pessoas inteligentes vivem de forma limitada, muito abaixo do seu potencial, insatisfeitas em suas carreiras, em seus negócios, presas em seus relacionamentos, e vivendo uma vida que nunca teriam escolhido para si, muito menos sonhavam ter.

Então, o que fazer para superar o medo e assumir riscos que valham a pena? Comece respondendo às seguintes perguntas:

1. O que eu faria se tivesse mais coragem?

2. Quanto terá me custado a falta de ação daqui a um ano, se eu não fizer nada agora?

3. Em que áreas o meu medo de fracassar está fazendo com que eu superestime o tamanho do risco, subestime a minha capacidade e evite que eu assuma riscos que poderiam ser úteis para mim ou meu negócio?

Anote todas as respostas que passarem pela sua cabeça. Elas lhe indicarão o caminho para um futuro melhor, que só poderá ser atingido quando você optar por atitudes mais arrojadas, decisivas e corajosas. Você estará correndo riscos? Com certeza! Mas lembre-se de que o risco não é tão grande assim, e que você tem muito mais capacidade de lidar com ele do que imagina.

As pessoas se arrependem muito mais por não terem tido coragem de fazer alguma coisa do que de terem feito e falhado. O fracasso por falta de ação é muito mais comum do que o fracasso por atitudes corajosas.

Por: Elisabete Miranda